Automóveis, companheiros de uma vida

O site Petrolicious publicou o projecto de Matteo Ferrari. Um fotógrafo de moda que tem viajado por todo o mundo. Graças á sua paixão por carros e surf.

Condução ou surf? 
Apesar meu sobrenome (Ferrari) o meu amor por carros começou depois da minha paixão por fotografia e Surf. Mas o meu interesse por motores está crescendo como o meu projecto. Além de minhas pranchas de surf, eu sou agora um orgulhoso proprietário de um 1962 Lambretta 125Li.

Quando foi a primeira vez que usou uma camara fotografica? 
Foi em 1978, eu tinha 10 anos e morava nos Camarões. O meu pai costruiu uma câmara escura na nossa casa, e eu estava hipnotizado com as imagens que apareciam no papel. A partir desse dia eu comecei a fotografar e nunca mais parei.
Como é que surgiu a ideia do projecto monogamia Automotive ?
A ideia surgiu numa reunião para uma revista, mas logo depois comecei a trabalhar por conta própria. Comecei a olhar para os carros interessantes que se encontravam nas ruas de Milão e deixava pequenas notas a explicar o meu projecto. Às vezes chego a parar as  pessoas na rua, enquanto eles estão a conduzir, mas eu não recomendo fazer isso montado numa scooter em Itália!
O que te fascina mais nos proprietários destes carros? 
A melhor parte para mim, são as suas histórias: as viagens que eles fizeram e outras memórias relacionadas com os seus carros. [Os veículos] não são mais meros meios de transporte, fazem parte da vida das pessoas.. O que eu também gosto é o amor das pessoas pelos automóveis: a razão pela qual algumas dessas pessoas nunca abandonaram os seus carros. A principal razão é porque simplesmente eles sempre trabalharam bem e nunca se negaram a funcionar. Por essa razão, porque haveriam eles de comprar outro carro novo? Começa a ser uma atitude rara na nossa sociedade, visto que a maioria das pessoas troca de carro constantemente.





Mais fotos aqui
copyright © 2010 Matteo Ferrari

São estas pessoas que dão o verdadeiro valor a um automóvel, pois um carro é algo que guarda imensas recordações, sejam elas boas ou más. Muitas vezes avariam deixam-nos a meio do caminho e dão-nos dores de cabeça. Mas então e aquele carro ou modelo que nunca nos deixou ficar mal?
 Muitas vezes foi comprado com o nosso dinheiro, com o nosso esforço, trabalhando arduamente para um dia ter aquele modelo que tanto desejamos. Porque deixar que ele vá embora se ainda trabalha lindamente? Mais tarde tornam-se clássicos e a sua beleza, volta a brilhar nas passerele da vida. 




2 comentários:

  1. Muito intenso, muito sentido. Vendi o meu primeiro carro, mas no verao de 2004 voltei a encontra-lo num stand automevel em Faro, voltei a compralo, já gastei muito nele mas não me arrependo... É um simples fiat, ms tem muito vaor sentimental...

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